BAHIA NA FINAL DA COPA DO NORDESTE

A promessa de dirigentes e jogadores do Bahia era de um dia de guerra.

Mas eles erraram redondamente.

Pelo menos enquanto a bola rolou.

O domingo (30) foi de festa na Arena Fonte Nova.

Após uma semana conturbada, com reclamações por erros de arbitragem e debate entre os dois clubes, o Tricolor bateu o Vitória por 2 a 0, reverteu a vantagem rubro-negra construída no Barradão, e carimbou a vaga na final da Copa do Nordeste.

Os gols da partida foram marcados por Allione e Régis, para delírio de aproximadamente 34 mil torcedores que coloriram de azul, vermelho e branco as arquibancadas do estádio.

No final do jogo, cenas lamentáveis de briga entre os jogadores de Bahia e Vitória, além do técnico Argel Fucks.

Os gritos da torcida do Bahia começaram antes mesmo de a bola rolar.

Mas foi quando o árbitro apitou o início do clássico que o Vitória sentiu a pressão que quase 34 mil vozes podem impor.

Vaiado a cada toque na bola, o Rubro-Negro errava muitos passes e cometia faltas na intermediária defensiva. Apoiado pels arquibancads, o Bahia apostou na velocidade para levar perigo.

Edson e Edigar Junio desperdiçaram a chance de abrir o placar, mas Allione não.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, o argentino recebeu passe de Régis e chutou com estilo da entrada da área para marcar um belo gol.

Os jogadores do Vitória reclamaram do lance. O auxiliar havia marcado uma falta para o Bahia, mas o árbitro optou pela vantagem.

Ao fim da primeira etapa, os comandados de Argel Fucks não haviam finalizado sequer uma vez na direção da meta defendida por Jean.

Com poucos minutos do segundo tempo, Argel Fucks precisou substituir Fred, com dores na coxa.

E logo após a mudança, o Vitória quase marcou. Euller cobrou falta na direção da área, Jean saiu mal e a bola sobrou para Alan Costa, que havia acabado de entrar, desviar na direção de David, que finalizou para fora.

A resposta do Bahia veio em dose dupla. Eduardo e Allione desperdiçaram chances de ampliar em lances pela direita.

Na terceira oportunidade, Régis ampliou.

Na comemoração, o jogador tricolor subiu nas escadas para comemorar com a torcida, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

A superioridade numérica do Vitória não durou muito.

Pouco depois, Patric fez falta para parar contra-ataque do Bahia e recebeu o amarelo.

Na sequência, o lateral rubro-negro se envolveu em discussão com Armero, recebeu o segundo amarelo e o vermelho.

No fim, sobrou a torcida do Bahia e os cânticos de “Adeus, Negô” e “E-li-mi-na-do”.

Fora de campo, o clima foi de paz. Com apenas torcedores do Bahia no estádio, a arquibancada viu uma bela festa.

Mas dentro, não foi assim.

Logo após o apito final, quando os jogadores do Bahia comemoravam o resultado, uma grande confusão se formou.

Os atletas precisaram ser contidos pelos policiais militares.

O técnico Argel Fucks era um dos mais exaltados.

– Cadê o Edson?

O Edson que é machão?

Cadê o machão aí?

Onde é que está o Edson?

Cadê o Machão?

O Edson?

Chama ele?, bradou o treinador.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão Texto: Ana Cristina Ribeiro

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