Azedou

Em noite ruim, Brasil perde para reservas da Polônia e se complica nas finais da Liga das Nações.

Seleção polonesa surpreende, vai à quadra com jovens apostas e bate time de Renan Dal Zotto.

Agora, equipe brasileira precisa vencer o Irã na próxima sexta-feira (12) para avançar às semifinais.

A escalação polonesa, a princípio, indicou um caminho mais tranquilo.

Com o foco no Pré-Olímpico, em agosto, o time europeu escolheu levar seus jovens reservas para as finais da Liga das Nações, em Chicago.

Isso, porém, em nada facilitou a vida do Brasil.

Pelo contrário.

Na noite desta quarta-feira (10), a seleção sofreu com a falta de inspiração e com a força dos rivais.

Até lutou, mas não conseguiu fazer frente às surpresas da Polônia: 3 sets a 2, parciais 25/23, 23/25, 25/21, 21/25 e 15/9.

A seleção folga nesta quinta-feira (11).

Das arquibancadas, vai assistir ao duelo entre Polônia e Irã.

Depende dele para saber exatamente o que vai precisar fazer na sexta-feira (12).

Agora, porém, já sabe que uma vitória contra os iranianos já garante um lugar na semifinal.

A equipe de Renan Dal Zotto encara o Irã às 19 horas (horário de Brasília), no horário de Brasília.

O SporTV2 transmite a partida, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em tempo real.

Não era a Polônia tricampeã do mundo em quada.

Apenas Bartosz Kwolek fez parte do grupo campeão no ano passado.

O técnico Heynen Vital, então, escalou um time de jovens talentos locais.

E surpreendeu.

Diante de um rival pouco conhecido, a seleção não conseguiu manter o mesmo padrão da fase classificatória.

Foi a segunda derrota do Brasil em toda a Liga das Nações.

O começo já indicou uma noite pouco inspirada.

A Polônia abriu 5/1 logo de cara, e Renan Dal Zotto pediu tempo.

Foi o suficiente para que a seleção acordasse.

Logo, diminuiu a diferença para apenas um ponto (7/6).

O empate veio com um bloqueio de Bruninho, marcando 11/11 no placar.

A virada veio mais uma vez através do paredão brasileiro.

Flávio apareceu bem e colocou o time à frente 15/14.

O Brasil chegou a abrir 3 pontos, mas a Polônia empatou.

A equipe europeia cresceu depois da inversão do 5-1.

O oposto Mujaz fez a seleção polonesa embalar de vez e fechar o primeiro set em 25/23.

Na volta à quadra, o Brasil quis reagir.

Abriu vantagem logo de cara, fazendo 6/2 no placar.

Pouco depois, com uma defesa espetacular com o pé, Bruninho deu sequência a um rali de 32 segundos, com a seleção levando a melhor.

A Polônia, porém, seguiu firme e conseguiu se recuperar.

Chegou ao empate, e Renan tentou arrumar a casa com Cachopa e Alan.

Em um primeiro momento, não funcionou, e os rivais passaram à frente.

Mas o jogo seguiu equilibrado.

E, dessa vez, o Brasil levou a melhor.

No saque errado do time polonês, a seleção deixou tudo igual: 25/23.

Dois saques errados, um de cada lado, abriram o terceiro set.

Mas o jogo seguiu duro.

Nenhum dos dois times conseguiu se desgrudar no placar no início da parcial.

Mas o Brasil, aos poucos, tomou a frente.

Pelas mãos de Wallace e Lucarelli, disparou e fez 16/11.

A Polônia, mais uma vez, foi buscar.

Em um ataque de Lucarelli para fora, os rivais viraram para 20/19.

Renan, então, parou o jogo.

Só que tudo desandou de vez.

O Brasil passou a errar muito, permitiu a virada e caiu por 25/21.

Ao Brasil, só restava a obrigação de se impor.

O time de Renan Dal Zotto conseguiu abrir boa vantagem na volta à quadra, fazendo 9/4 no placar.

Com Cachopa e Isac, o time cresceu.

Mas os reservas da Polônia queriam resolver logo o jogo.

Na marra, seguiram colados no placar.

O Brasil abriu três pontos, os rivais buscaram.

No duelo de xadrez entre os técnicos Renan e Heynen Vital, o Brasil soube controlar melhor os nervos na reta final: 25/21, depois de uma pancada de Leal.

No set decisivo, o Brasil se manteve instável.

Até saiu na frente, mas deu brechas para que a Polônia abrisse 5/2.

Foi a vez de a seleção buscar.

Com uma pancada de Wallace, empatou em 6/6.

Só que a reação parou por ali.

A Polônia manteve o ímpeto e fechou em 15/9.

Escalações:

Brasil: Bruninho, Wallace, Flávio, Lucão, Lucarelli e Leal.

Líberos: Thales e Maique.

Entraram: Cachopa, Alan, Maurício Borges, Douglas Souza e Isac.

Polônia: Komenda, Lukasz Kaczmarek, Klos, Bartosz , Kwolek e Huber. Entraram: Janusz, Lukasik e Muzaj.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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