100% amistoso

Matheus Cunha brilha, e Brasil vence Chile em novo teste da Seleção sub-23.

Atacante do Red Bull Leipzig faz dois gols e dá passe para o outro, de Antony, em vitória brasileira no Pacaembu.

Jogo também é marcado por confusão e expulsões no fim e presente de Arana a garotinho no alambrado.

O Brasil iniciou muito bem a corrida pelo sonho de disputar as Olimpíadas de 2020, em Tóquio.

A seleção brasileira sub-23 venceu bem o Chile por 3 a 1, na noite desta segunda-feira (9), no Pacaembu, e encerrou com 100% de aproveitamento a série de amistosos sob comando de André Jardine, já havia vencido a Colômbia por 2 a 0, na quinta-feira (5) passada.

Matheus Cunha, jogador do Red Bull Leipzig, comandou a noite: fez dois gols e deu assistência para o terceiro, um golaço de Antony.

Dávila, de pênalti, descontou para o Chile, num jogo aberto, agradável de se ver e que teve até alguma confusão no fim.

Lyanco e Ibacache foram expulsos.

A Seleção voltará a se reunir em outubro (para dois amistosos no Brasil) e novembro (em um torneio em Tenerife, na Espanha, com Argentina, Estados Unidos e Chile).

O Pré-Olímpico acontece em janeiro, na Colômbia, onde as vagas olímpicas serão decididas.

Duas chegadas seguidas de Ibacache em Pedrinho, meia-atacante do Corinthians, desencadearam uma confusão generalizada em campo.

Lyanco, capitão da seleção brasileira, foi apartar a briga e acabou aplicando uma espécie de “ippon” em Ibacache. Depois que a confusão esfriou, os dois foram expulsos.

No alambrado do Pacaembu, o menino Felipe ganhou uma recordação especial: o par de chuteiras de Guilherme Arana.

Substituído no segundo tempo, o lateral-esquerdo da Atalanta presenteou o garoto assim que deixou o campo.

“Agora ele é meu ídolo principal”, derreteu-se Felipe.

“Espero que ele faça muitos gols com essa chuteira”, brincou Arana.

O Brasil teve um bom início de primeiro tempo no Pacaembu.

Artilheiro do time, Matheus Cunha perdeu chance clara aos 11 minutos do primeiro tempo, após boa jogada de Guilherme Arana.

Dois minutos depois, aos 13 minutos do primeiro tempo, porém, redimiu-se ao aproveitar jogada construída por Pedrinho, antecipar-se ao zagueiro e bater na saída do goleiro.

Aos poucos, porém, a equipe chilena foi crescendo no jogo, com destaque especial para o seu camisa 10, Dávila.

Foi dele, aliás, o chute que bateu no braço de Lyanco e ocasionou o pênalti para a equipe do Chile.

Mesmo bateu e empatou a partida.

Nos minutos finais, o goleiro Cleiton, do Atlético-MG, fez duas defesas e levou a igualdade ao vestiário.

Jogando melhor, o Brasil deslanchou, viu o Chile se retrair e construiu a vitória com tranquilidade.

Sempre atento à saída de bola rival, Matheus Cunha aproveitou erro de Suazo e completou para o gol aos 6 minutos do segundo tempo.

Pouco depois, aos 17 minutos do segundo tempo, o mesmo Matheus encontrou Antony, e o atacante do São Paulo fez lindo gol por cobertura.

Depois, Jardine fez experiências no ataque, lançando nomes como Artur e Arthur Cabral, bastou administrar o resultado.

O jogo só ficou quente com a confusão no fim e uma matada no peito do goleiro Cleiton, que tirou onda após uma bola lançada do Chile.

No primeiro tempo, a arbitragem marcou pênalti para o Chile após um chute de Dávila que desviou no braço de Lyanco.

De acordo com o comentarista Paulo César de Oliveira, do Grupo Globo, a marcação foi correta porque o zagueiro do Brasil estava com o braço aberto.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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